O sonho é sempre igual. Eu acordo em plena segunda-feira, não estou de mal humor, meu cabelo está razoável. E tudo isso resultado de uma noite muito bem dormida.
Oi? Noite bem dormida?
Já se começam aqui as piadas.
Meu nome é Gabriela. E não, não sou uma personagem criada pela futura e lindíssima best seller Gabriela Castori, muito pelo contrário. Eu sou a Gabi, ainda em fase desconhecida e isso aqui, esse espacinho branco no meio da disneyland da internet, logo logo vai se tornar mais uma crônica para se colecionar na pasta intitulada "Doideiras" no computador que, apesar de ter apenas quatro meses de uso, já está uma merda.
É, eu não me dou bem com tecnologia. E acho que com água também não.
Calma, já vou explicar.
Quando a minha irmã desistiu de trabalhar como vendedora de lojas lotadas de mulheres insuportáveis, ela arranjou um emprego que de longe parecia agradável. Existia um programa com diversas listas lotadas de números e dados criminais. O cara matou o Joaquim? Você saberia em apenas alguns cliques. Vocês devem estar se perguntando "O que ela tinha que fazer?". Era simples, achar o máximo possível de determinada pessoa. Isso em casa, sentada no sofá, na cama, na janela ou até no parque aquático. Mas calma, o emprego era a merda. E eu fiz o favor de queimar o computador dela. Na verdade não... Vocês entenderam. Leticia, se você estiver lendo, desculpa de novo gata. E se vocês não se perguntaram nada, tudo bem. Eu juro que vou superar.
Voltando: tentem visualizar uma criança de doze anos, sentada no sofá, conversando no MSN com mais de cinco amigos virtuais. De repente, essa criança pega um copo d'água e, quando vai voltar para o seu lugar de inercia total, derruba simplesmente o copo inteiro em cima de um computador novinho. Sim, eu fiz isso. E a parte mais legal disso tudo, foi o desespero de ficar sacudindo o aparelho que era super pesado, como se fosse um tapete lotado de poeira. Aquele dois segundos antes de tudo ficar preto e umas linhas azuladas e esverdeadas aparecerem.
Bom... A parte menos legal vocês já devem saber: a hora que ela chegou em casa.
Aquele notebook foi guerreiro, até conseguimos ressuscitar ele por um bom tempo! Mas, como se não bastasse esse episódio naquele maldito ano...
Eu dormi assistindo filme.
Com a janela aberta.
E adivinha o que tinha bem na minha frente? Um grande, e enorme monitor. Uma daquelas TV's que apesar de serem pequenas, são uma TV e merecem mérito. E em baixo simplesmente estava localizado o memorial de todas as viagens: a droga da CPU.
Preciso dizer que a parte da janela que estava aberta não deixava nem uma gotinha cair na minha cara como alerta? Ou que naquele dia a minha rua que era subida parecia uma cachoeira? Não, não preciso. Acho que vocês entenderam. Dei um prejuízo de quase oito mil enquanto dormia quatro horas. Isso sem falar do valor sentimental.
Meus pais são guerreiros. E eu também. Nunca ouvi tanta bronca.
Esqueci porque estou contando isso. Ah sim. Fato recente agora. Rubem os tambores!
Eu dormi com a janela aberta pela segunda vez.
Sabe aquelas ventanias de filmes de terror mal feito?
A parte da janela que fica próxima a minha cama estava fechada. E a merda do meu lego com peças do tamanho de uma joaninha desmontou.
Moral da história? Feche as janelas. Você pode ter tuberculose por não deixar o ar circular, mas os seus objetos não vão ser massacrados por causas naturais.
Ou então não faz nada, é segunda-feira. Ninguém merece segunda-feira.
{Fiquei emocionada que o Orkut salvou umas das fotos que foram perdidas com a minha soneca. Rest in Peace Orkut}


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